Santana, 02 de outubro de 2011.
Inicio o texto de hoje com um
pequeno trecho de uma música: “Enquanto existir um raio de luz, e uma esperança
que a todos conduz, existe a certeza plantada no chão, ternura e beleza não
acabarão.” (Jorge Trevisol)
Nosso caminho dessa vez era
asfaltado, marcado, quilometrado. Tínhamos como companheiros os caminhões e
carretas que passavam.
Durante o caminho nos deparamos
com animais mortos pela falta de água, vegetação seca, comunidades a beira da
estrada escarças, com suas cisternas a espera da chuva anunciada.
O caminho de ida foi uma
experiência entusiástica, animadora e bem divertida. Apesar do calor que fazia
não nos abalamos e gastamos pouco mais de 2 horas para percorrer dezoito
quilômetros de bicicleta, com direito a paradas para encher pneus furados.
Antes de chegar à comunidade, nos
encantamos com a quantidade de cactos encontrados na beira da estrada, que
agora já era de chão. Pequenos currais e porteiras de madeiras e uma paisagem
de morros que aumentavam a cada quilômetro andado.
Chegamos a humilde comunidade de
Olho D’água, que tem esse nome devido à existência de uma pequena nascente ali
no centro do lugarejo. É um pequeno lugar, mas muito lindo! Arrodeado por
morros que a deixam bem singular entre as outras.
Nosso encontro foi marcado para
as duas da tarde e nós chegamos ás onze da manhã. Assim deu tempo para
descansarmos da viagem e saborear uma deliciosa comida caipira que nos foi
oferecida com muito carinho, feita pelas mãos de uma das catequistas da
comunidade.
Ás duas da tarde a capela da
comunidade estava cheia de pessoas e nós animados, apesar do calor que fazia,
conduzimos o encontro caloroso, belo, mas um pouco tímido por parte dos
participantes.
Assim que terminou o encontro fomos consertar nossas bicicletas que, por um atentado, abuso, ironia do destino ou sei lá o que... Quase todas as bicicletas furaram no caminho. E para completar: levamos tudo de reparo de bicicleta, menos os remendos.
Mas não foi difícil encontrar na
comunidade não, foi tanto remendo que apareceu que dava para colar várias
bicicletas.
Naquela angustia de sair logo da
pista e com um calor atordoante no ambiente, não nos desesperamos e continuamos
seguindo em frete. Ao chegar a Santana com o alívio de mais uma viagem cumprida,
fomos abençoados com pingos de chuva suaves e meigos sobre nossos corpos suados
e cansados do dia de missão.
E esta foi nossa viagem. Espero
que tenham gostado de nossa ação, entusiasmo e atrevimento.
Encerro essa postagem com essa pequena mensagem:
Mesmo que a tarde seja quente e meio triste,
Não desista.
A superação trará a esperança e a ousadia de ser feliz,
e serás feliz, mesmo que muitos não queiram isso de você.
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