6 de out. de 2011

ENCONTRO NA COMUNIDADE DE OLHO D'ÁGUA


Santana, 02 de outubro de 2011.






Inicio o texto de hoje com um pequeno trecho de uma música: “Enquanto existir um raio de luz, e uma esperança que a todos conduz, existe a certeza plantada no chão, ternura e beleza não acabarão.” (Jorge Trevisol)
Esse pequeno trecho reflete aquilo que nós da PJMP na Trilha vivenciamos nesse domingo, quando estávamos indo para a última comunidade a ser visitada antes da Romaria da Juventude. 
Nosso caminho dessa vez era asfaltado, marcado, quilometrado. Tínhamos como companheiros os caminhões e carretas que passavam.
Durante o caminho nos deparamos com animais mortos pela falta de água, vegetação seca, comunidades a beira da estrada escarças, com suas cisternas a espera da chuva anunciada.
O caminho de ida foi uma experiência entusiástica, animadora e bem divertida. Apesar do calor que fazia não nos abalamos e gastamos pouco mais de 2 horas para percorrer dezoito quilômetros de bicicleta, com direito a paradas para encher pneus furados.
Antes de chegar à comunidade, nos encantamos com a quantidade de cactos encontrados na beira da estrada, que agora já era de chão. Pequenos currais e porteiras de madeiras e uma paisagem de morros que aumentavam a cada quilômetro andado.
Chegamos a humilde comunidade de Olho D’água, que tem esse nome devido à existência de uma pequena nascente ali no centro do lugarejo. É um pequeno lugar, mas muito lindo! Arrodeado por morros que a deixam bem singular entre as outras.
Nosso encontro foi marcado para as duas da tarde e nós chegamos ás onze da manhã. Assim deu tempo para descansarmos da viagem e saborear uma deliciosa comida caipira que nos foi oferecida com muito carinho, feita pelas mãos de uma das catequistas da comunidade.
Ás duas da tarde a capela da comunidade estava cheia de pessoas e nós animados, apesar do calor que fazia, conduzimos o encontro caloroso, belo, mas um pouco tímido por parte dos participantes.
Durante o encontro focamos a Palavra de Deus, a missão do discípulo de Cristo e a importância da participação juvenil na comunidade. Depois de momentos de partilha, encerramos o nosso encontro com um delicioso lanche vespertino.
Assim que terminou o encontro fomos consertar nossas bicicletas que, por um atentado, abuso, ironia do destino ou sei lá o que... Quase todas as bicicletas furaram no caminho. E para completar: levamos tudo de reparo de bicicleta, menos os remendos.
Mas não foi difícil encontrar na comunidade não, foi tanto remendo que apareceu que dava para colar várias bicicletas.
Depois do conserto, seguimos nosso caminho de volta para nossas casas. Caminho este que fui bastante provocador e angustiante: pegamos o horário de pique da pista e outras bicicletas tornaram a furar.
Naquela angustia de sair logo da pista e com um calor atordoante no ambiente, não nos desesperamos e continuamos seguindo em frete. Ao chegar a Santana com o alívio de mais uma viagem cumprida, fomos abençoados com pingos de chuva suaves e meigos sobre nossos corpos suados e cansados do dia de missão.
E esta foi nossa viagem. Espero que tenham gostado de nossa ação, entusiasmo e atrevimento.
Encerro essa postagem com essa pequena mensagem:

Mesmo que o dia não pareça alegre,
Mesmo que a tarde seja quente e meio triste,
Não desista.
A superação trará a esperança e a ousadia de ser feliz,
e serás feliz, mesmo que muitos não queiram isso de você.